terça-feira, 21 de abril de 2009

Água ameaça do século!

....Um outro aspecto importante em relação à água é que, num futuro de possível escassez generalizada, ela tem um potencial significativo de tornar-se fonte de conflitos armados, assim como o petróleo no século XX. Há mais de 200 bacias hidrográficas partilhadas por dois ou mais países, abrigando 40% da população do planeta. Treze dos maiores rios - como o Amazonas, o Danúbio e o Nilo - cruzam as fronteiras de mais de cem nações. Uma feroz competição por recursos hídricos pode resultar em violentos conflitos internacionais - alertou o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, no Dia Mundial da Água, ....

Flávio Henrique Lino é jornalista. Artigo publicado no suplemento especial Planeta Terra do jornal O Globo, em 7 de agosto de 2002


Guerra pela Água

..Neste mesmo mês de março a ONU alertou que as mudanças climáticas podem promover conflitos pela escassez da água. Em seu ultimo boletim, sobre água e desenvolvimento no mundo, Ban Ki-moon secretário geral da ONU aponta o risco da escassez da água “transformando competições pacíficas em violência”. Foram a partir de milhares de afirmações como esta e estudos que nasceu a noção popular da ‘Guerra pela Água’. A própria ONU lançou o tema “Águas compartilhadas, oportunidades compartilhadas” para o Dia Internacional da Água (22 de março) deste ano. Dados da organização mostram que existem no mundo 263 bacias e 274 aqüíferos “internacionais”. Isso faz com que 75% de todas as nações do mundo dividam com seus vizinhos seus estoques de água... Será a tão falada e temida guerra pela água realmente um mito? Até que grau de escassez de água, os governos estarão dispostos a fazer pacíficos acordos e negociações internacionais?

blog@ambientebrasil.com.br - 01 abril 2009


Água em países ricos e países pobres

Nove países dividem cerca de 60% das fontes renováveis de água doce do mundo. São em ordem de quantidade hídrica: Brasil (6.220 bilhões de m3), Rússia (4.059 - sempre em bilhões de metros cúbicos), Estados Unidos (3.760), Canadá (3.290), China (2.800), Indonésia (2.530), Índia (1.850), Colômbia (1.200), Peru (1.100). Em seguida, vêm os quinze países da União Européia: 1.171 bilhões de m3. De outro lado, existem países em situação muito precária como: Kuwait e Bahrain (quase sem recursos), Malta, Gaza, Emirados Árabes, Líbia, Singapura, Jordânia, Israel e Chipre. Os grandes consumidores de água (somando todos seus usos) em km3 ao ano são: Índia (552), China (500), Estados Unidos (467), União Européia (245), Paquistão (242) e Rússia (136).

Fonte: UNESCO


A chamada “Guerra pela Água”, já prevista a partir de 2025 não é, de fato, uma guerra pela água, mas sim, uma guerra contra a fome em escala mundial. Isso fez com que o Brasil, que quase nunca teve importância estratégica, fosse vislumbrado, como sendo de vital importância para a sobrevivência da humanidade.


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terça-feira, 14 de abril de 2009

A demanda de consumo de água pelo homem vem aumentando

A população mundial em 1820 era de 1 bilhão de habitantes, em 2006 6,5 bilhões – (projeção) 7 bilhões em 2012, 8 bilhões 2028 e 9 bilhões 2050. Existe uma previsão sombria sobre o crescente aumento da população e a diminuição das reservas e escassez de água, que irá favorecer o risco de disputas e conflitos violentos entre nações pelo controle das fontes mundiais de água. Atualmente, 35% da população mundial têm uma reserva de água potável entre baixa ou extremamente baixa. Em 2025, 75% da população mundial estarão nessa mesma situação,

Nove países dividem cerca de 60% das fontes renováveis de água doce do mundo. São em ordem de quantidade hídrica: Brasil (6.220 bilhões de m3), Rússia (4.059 - sempre em bilhões de metros cúbicos), Estados Unidos (3.760), Canadá (3.290), China (2.800), Indonésia (2.530), Índia (1.850), Colômbia (1.200), Peru (1.100).

Em seguida, vêm os quinze países da União Européia: 1.171 bilhões de m3. De outro lado, existem países em situação muito precária como: Kuwait e Bahrain (quase sem recursos), Malta, Gaza, Emirados Árabes, Líbia, Singapura, Jordânia, Israel e Chipre. Os grandes consumidores de água (somando todos seus usos) em km3 ao ano são: Índia (552), China (500), Estados Unidos (467), União Européia (245), Paquistão (242) e Rússia (136).

E VOCÊ COM ISSO!! A água é um recurso vital. Todos podem colaborar fazendo a sua parte: agricultores, poder público, empresas, instituições e a sociedade. O gotejamento de uma torneira desperdiça de 46 litros por dia. Isto é, 1.380 litros por mês. Um filete de 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês. E um filete de 4 milímetros, 13.260 litros por mês de desperdício. Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de três caixas d'água.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Desperdício e maus hábitos podem secar bilhões de torneiras ainda neste século

PLANTAÇÕES AFOGADAS

De toda a água usada no mundo, cerca de 70% vão para a agricultura,22% ficam nas indústrias e só 8% seguem para o consumo humano. Nas plantações, mais de 60% do líquido utilizado na irrigação é desperdiçado em vazamentos, na evaporação ou na infiltração no subsolo. Com técnicas mais eficientes, a perda poderia ser reduzida em até 70%

ESCASSEZ CRESCENTE

Para satisfazer suas necessidades diárias, cada ser humano precisa de 20 a 50 litros de água. Mas, pelas contas da ONU, 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso a água de boa qualidade. Mesmo no Brasil, considerado o país mais rico do mundo em água doce (13% das reservas mundiais estão por aqui), a situação é grave: cerca de um quinto da população não recebe água encanada em casa

FONTE CONDENADA

A cada dia, 2 milhões de toneladas de sujeira são despejadas nos rios do mundo. No Brasil, 80% do esgoto coletado vai parar em cursos d’água sem receber nenhum tratamento. Para reverter o problema, a ação básica é a despoluição, que, além de recuperar os rios para o abastecimento, reduz a ocorrência de doenças transmitidas pela água contaminada

ENGENHARIA ANTIQUADA

Sistemas sanitários antigos são outro buraco de desperdício. No Brasil, ainda há poucas torneiras de pressão, ralos estreitos ou privadas modernas (modelos fabricados antes de 2000 gastam o triplo de líquido em uma descarga), que induzem uma economia forçada de água. O investimento na troca de equipamentos compensa, pois pode gerar uma economia de até 70% na conta

CANO FURADO

No mundo todo, pouco mais da metade da água captada em rios e lagos chega de fato à torneira. Em uma cidade como São Paulo, 20% se perdem em vazamentos e outros 20% em ligações clandestinas. Deter esse sumiço é um trabalho demorado, que demanda análise cuidadosa de cada metro da tubulação.

USO IMPRÓPRIO

O Brasil é um dos poucos países que esbanjam água potável para atividades que não exigem um líquido tão puro, como a lavagem de ruas ou de carros. No primeiro mundo, a maioria dos países conta com algum programa de reuso da água. Em Israel, país afetado pela escassez, 70% da água suja é tratada para ser reaproveitada depois

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Suécia estuda reuso de água na agricultura

A agricultura dos países em desenvolvimento utiliza amplamente as chamadas águas usadas, com uma série de vantagens e inconvenientes, segundo um estudo realizado em 53 cidades e elaborado para a Semana Mundial da Água que começa nesta segunda-feira em Estocolmo.

Essa prática permite que sejam regadas maiores superfícies de cultivo mas também pode ter repercussões negativas para a saúde humana e o ambiente, segundo a pesquisa realizada por Liqa Raschid-Sally, do Instituto Internacional de Gestão dos Recursos Hídricos (IWMI).

O estudo --realizado em 53 cidades de América Latina, Oriente Médio, Ásia e África-- mostra que se essas águas não forem reutilizadas, haveria menos oferta de alimentos, mas em contrapartida, seu uso nos cultivos de legumes e cereais pode representar perigos para o ambiente. Entre as ameaças estão a contaminação das águas consideradas limpas e riscos para a saúde humana --no caso de ingestão de legumes não lavados.

Em Acra, capital de Gana, com quase 2 milhões de habitantes, cerca de 200 mil pessoas compram diariamente legumes produzidos em apenas cem hectares de terrenos agrícolas urbanos regados com águas usadas, segundo o informe do IWMI

Fonte: France Presse, em Estocolmo

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Água e Desenvolvimento Sustentável

A Exposição Internacional de 2008, que será inaugurada na sexta-feira, na cidade espanhola de Zaragoza, mostrará as profundas diferenças sociais e econômicas que separam os 105 países participantes.

Sob o tema “Água e Desenvolvimento Sustentável”, países dos cinco continentes mostrarão como é a relação de seus cidadãos com o recurso, de cuja escassez sofrem milhares de pessoas.

Participam da exposição de Iêmen à Alemanha, passando por Brasil e outros lusófonos, como Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Angola.

Apesar dos esforços da organização, no evento não estarão presentes países importantes como Estados Unidos, Canadá, Israel, Austrália e Reino Unido, nações que poderiam protagonizar o momento de partilhar estratégias e soluções globais sobre a gestão da água.

Ainda assim, lado a lado estarão muitos países da Europa - continente líder em sustentabilidade - e Estados do Golfo Pérsico, com muito petróleo e pouca água.

A enorme diversidade cultural será visitada por autoridades de Estado de vários países.

Segundo fonte de Madri, estão confirmadas as presenças de toda a família real espanhola; do premiê José Luís Rodríguez Zapatero; do presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso; do presidente mexicano, Felipe Calderón (em visita à Espanha); dos premiês Abbas El Fassi (Marrocos) e Albert Pintat (Andorra) e do presidente português, Aníbal Cavaco Silva, o único chefe de Estado convidado pelo Rei Juan Carlos.

Além dos pavilhões das zonas geográficas, existirão três grandes edifícios temáticos, exposições e recriações de ecossistemas fluviais.

Brasil

O Brasil vai levar à Expo-2008 mais de 60 experiências que mostram os avanços do país na gestão da água, com soluções que podem ser aproveitadas por outros países.

Entre as experiências brasileiras que serão apresentadas em Zaragoza, está o programa "Um Milhão de Cisternas", realizado pela sociedade civil com o apoio do governo, que busca levar água potável a cerca de 5 milhões de pessoas no semiárido.

Cada cisterna tem capacidade para armazenar 16 mil litros de água, captada das chuvas por meio de calhas instaladas nos telhados.

O projeto é considerado uma solução simples e relativamente barata para promover o acesso aos recursos hídricos pela população rural de baixa renda, que sofre com os efeitos das secas prolongadas.

Portugal

A participação lusa na exposição, orçada em 6 milhões de euros, tem como tema “Os três rios e as três bacias hidrográficas portuguesas mais importantes - Douro, Tejo e Guadiana”.

O pavilhão, de autoria do arquiteto Ricardo Bak Gordon, será dividido em três partes: a área expositiva, a área vip e o “Espaço Portugal Compartilha”.

A última área será um dos aspectos mais originais da presença portuguesa, levando à Expo várias atividades culturais e sociais, como shows, DJ's, praça de alimentação, uma loja e um espaço para exposições temporárias.

Angola

A Angola apresentará a exposição “A água: recurso único”, em um pavilhão desenhado por arquitetos nacionais, no qual serão montados painéis com uma rica amostragem rica das potencialidades do país.

O pavilhão independente, com 468 metros quadrados, retratará aspectos mitológicos e sociológicos das savanas, montanhas e desertos.

Nos últimos anos, o governo angolano vem desenvolvendo vários projetos para a melhoria da distribuição de água. No país, apenas 50% da população urbana tem água em casa.

Cabo Verde

Com o tema “Cada gota conta”, Cabo Verde vai mostrar o desafio de explorar de forma sustentável a pouca água de que dispõe, especialmente na agricultura, e apresentar soluções como a reutilização e a dessalinização.

Além de um painel de fotografias, será ainda projetado no pavilhão um vídeo que mostra as potencialidades do país, tanto em termos de investimentos, como de turismo, mostrando as ofertas de cada ilha.

Moçambique

Em um estande de 120 metros quadrados, orçado em 190 mil euros, Moçambique produziu vídeos e cartazes para mostrar suas potencialidades hídricas e a gestão dos recursos.

A delegação moçambicana quer aproveitar a ocasião para sublinhar a necessidade de se estabelecerem acordos de partilha de água e de se fazer a gestão e o planejamento conjunto dos recursos hídricos internacionais.

Com 39 rios correndo para o Índico, Moçambique tem um dos mais elevados potenciais de produção de energia elétrica da África Austral. Embora consuma apenas 350 megawatts de eletricidade, estima-se que o país possa produzir até 12 mil megawatts de energia elétrica.

Números

É esperada a visita de 6,5 milhões de pessoas na Expo de Zaragoza, que ocorre entre 14 de junho e 14 de setembro. Com orçamento estimado em um bilhão de euros (R$ 2,55 bilhões), a exposição está instalada em uma área de 25 hectares.

Após ato formal do Rei Juan Carlos para 5 mil convidados, parte lúdica da cerimônia de abertura deve durar 20 minutos, terminando com um espetáculo de fogos de artifício que serão lançados de 60 pontos diferentes.

A cerimônia de abertura inicialmente prevista foi alterada, pois dependia de uma instalação no rio Ebro, cujo volume de águas está acima do normal por causa das recentes chuvas.

Mais de 3 mil policiais estarão envolvidos na segurança da Expo-2008, com a cidade de Zaragoza já preparada para receber milhões de visitantes nos próximos três meses.

Há oito novas linhas de ônibus centradas na Expo, capazes de transportar 2,5 milhões de visitantes nos três meses da mostra, além de 1.800 táxis e novas ligações por trem e pelo ar.

Apesar de a capacidade hoteleira de Zaragoza ter sido ampliada para cerca de 25 mil camas, a ocupação dos hotéis já é de 100% nas primeiras e últimas semanas da Expo, e de 50% no restante do período. Muitos visitantes terão que ficar em outras cidades, incluindo Madri e Barcelona, de onde podem viajar com o trem de alta velocidade para as proximidades do recinto.

A exposição ficará aberta das 10h e às 3h e a entrada custa 35 euros para adultos, 21 euros para crianças e 26,3 euros para jovens e maiores de 65 anos. O bilhete para três dias sai por 70 euros.

domingo, 25 de maio de 2008

Vaticano vai participar da homenagem à água na Espanha

A Exposição Internacional de Zaragoza, na Espanha pretende ser em um grande fórum de debate de onde, se espera, surgirão iniciativas globais para o crescente problema da escassez da água, sob o lema "Água e desenvolvimento sustentável".

A Santa Sé participará com um pavilhão dedicado à importância da água como “hino à vida”; uma reflexão da dupla dimensão da água: a divina e a humana. Para o Vaticano a água e o desenvolvimento sustentável pressupõem um desafio que influenciam diretamente o desenvolvimento do homem, a água simboliza a vida concebida por Deus para a natureza e os homens. Os textos cristãos estão repletos de alusões à água como fonte da vida.

O pavilhão, que foi desenhado pelo arquiteto Joaquín Sicilia Carnicer, estará distribuído em 550 metros quadrados e seu acesso será através de um "bosque pluvial" para que o visitante consiga "refletir sobre a água 'como parte da Criação' e sobre seu papel no mundo" em um ambiente suave e com formas translúcidas.

Mais informações: http://www.expozaragoza2008.es.

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